Em grave crise financeira e prestes a estrear na elite do vôlei nacional, o Botafogo esta prestes a perder suas principais peças de elenco por falta de pagamento. Já são três meses de salários atrasados e jogadores recém chegados negociam sua saída dias antes da estréia na competição que ocorrerá no dia 09/11.

Tudo isso é fruto de um investimento irresponsável feito na modalidade. Após o título da Superliga B, conquistando o acesso para a elite nacional, o clube decidiu se reforçar e trouxe nomes experientes e de bom nível. Mas que possuíam altos vencimentos. Muito além da realidade vivida pelo clube que mal consegue sustentar o futebol, seu carro chefe.

A expectativa de clube, jogadores e comissão para a temporada era alto pelo elenco montado. Porém, ao final do ano passado/início desse ano os atletas da modalidade já começaram a sofrer com atrasos salariais. Porém, confiando no acesso e poder da marca a diretoria confiou que conseguiria um bom patrocinador para este ano e antes disso se concretizar já foi ao mercado de forma irresponsável. Jogadores de peso chegaram, e o patrocínio, até o momento, não apareceu.

Os reflexos da crise já começaram a aparecer. O promissor levantador Pedro, contratado em Abril da equipe do Itapetininga para ser titular, já deixou o clube. O jogador que no momento representa a seleção brasileira no Mundial Militar sequer voltará a General Severiano. O atleta já acertou sua transferência para o Vôlei Ribeirão. Pedro para muitos, era considerado a principal peça dessa equipe para a temporada.

E não deve parar por aí. O central Riad, de 37 anos tri-campeão da champions league já estaria em conversas para jogar no Sesi, o Ponta Hugo que esse ano já foi até convocado para a seleção brasileira pode também transferir-se para o Vôlei Ribeirão e o Ponta Leozinho deve voltar ao Cruzeiro. Outro nome que também pode estar de saída é o central Robinho. Todos esses atletas fazem parte do pacotão caro de reforços deste ano.

Assim como é feito no basquete, o Botafogo monta um projeto onde, com um bom patrocinador, montará um grande elenco que ponha o clube competitivo em várias modalidades. O que como ideia é excelente. Porém, na prática, o clube idealiza o projeto, gasta o dinheiro do “patrocínio” antes de conseguir o mesmo e no final o futebol fica como responsável a bancar a conta. Mesmo hoje não tendo recursos para si próprio.

A informação foi inicialmente dada pelo jornalista Danilo Goes, do Tabela Carioca.

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