No meio do ano passado, estava desenhado o projeto de clube-empresa do Botafogo com meta era concretiza-lo no final de 2019 para criar um caminho para sanar as suas finanças. Em 2018, a maioria dos sócios do Vasco tinha rejeitado a permanência de Eurico Miranda e abria-se a possibilidade de uma nova gestão.

A empresa alvinegra se arrasta, a eleição vascaína de então se transformou em um golpe na vontade popular no Conselho Deliberativo. Agora, Vasco e Botafogo terminam a 23a rodada na zona de rebaixamento do Brasileiro. Se ocorrer o descenso à Série B, seja de um ou dos dois times, haverá um cenário de queda abrupta de receita nos dois clubes que tornará bastante complicado qualquer plano de recuperação. O prolongamento das duas crises institucionais, portanto, pode custar muito caro aos dois alvinegros.

O diagnóstico no Botafogo no ano passado era de um clube inviável sem a transformação em empresa. Por isso, o projeto foi aprovado no Conselho Deliberativo com um senso de urgência. Mas nunca andou da forma planejada.

A verdade é que falta capital para completar o valor entre R$ 300 milhões e R$ 350 milhões para negociar dívidas e fazer uma injeção de capital razoável no futebol do clube. Não houve um consenso sobre a participação dos irmãos Moreira Salles como investidores, nem foi possível captar o restante. Houve uma mobilização de botafoguenses ricos, mas não em volume suficiente. O mercado não respondeu como esperado.

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