Dirigentes de 14 clubes, sendo 6 da Série A do Campeonato Brasileiro, se reuniram nesta quarta-feira, em Brasília com o presidente da Câmara dos deputados, Rodrigo Maia, para tratar do assunto “clube-empresa”.
Maia é o prioncipal articulador do projeto de lei que cria incentivos para que os clubes virem empresas.

A reunião foi realizada na residência oficial da Câmara e estavam presentes representantes do Flamengo, Corinthians, Santos, Athletico-PR, Cruzeiro, Botafogo, Ponte Preta, Atlético-GO, Vila Nova-GO, Bragantino-SP, Ferroviária-SP, Botafogo-SP, São Bento-SP e Gama-DF.

Na reunião, os dirigentes dos clubes debateram pontos do projeto, como a previsão de cobranças de impostos regulares a todas as agremiações de futebol – independente de se tornarem empresas ou não. Atualmente, os clubes são isentos do pagamento de Confins, Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CLSS), Pis e Imposto de Renda (IR). Também foi debatido no encontro a necessidade de um novo refinanciamento das dívidas tributárias dos times. Foi comemorada a sugestão para o possível fim dos direitos trabalhistas para os atletas. As informações são do site do “Globoesporte.com”.

O Botafogo também está já fazendo seu projeto que vai ser acoplado caso passe esse projeto do clube-empresa. Então, ficamos muito contentes e vamos torcer pra que isso aconteça logo este ano. É muito importante para todos os clubes – disse Nelson Mufarrej, presidente do Botafogo, único dirigente a falar com a imprensa após a reunião. O Alvinegro tem a expectativa que a proposta comece a tramitar no Congresso até o fim de setembro.

A proposta de clube-empresa é de autoria do deputado federal Pedro Paulo (DEM-RJ). Ela possibilita que times de futebol – atualmente sem fins lucrativos – se tornem sociedades anônimas ou limitadas, passando a ter investidores e podendo, inclusive, ofertar ações na Bolsa de Valores. Caso aprovado na Câmara, segue para o Senado, onde o senador Romário foi escolhido com relator. No projeto, também está sendo tratado um refinanciamento de dívida com redução de 50% dos juros e pagamento em 240 parcelas. O plano de pagamento teria de ser apresentado à Justiça e aos credores.

Na reunião, o presidente do Flamengo se posicionou contra os pontos apresentados, considerados polêmicos. Há dirigentes contrários à intervenção de políticos no mercado do futebol.

Conteúdo de Lancenet, O Globo e Resenha Alvinegra

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