O Botafogo venceu o Vitória ontem, por 1 a 0, pela oitava rodada do campeonato brasileiro da série B. Apesar dos três pontos, boa parte da torcida se mostrou insatisfeita com o fraco desempenhoda equipe durante os 90 minutos.

Na entrevista coletiva após o jogo, o técnico Marcelo Chamusca admitiu que a equipe teve muitas dificuldades principalmente durante o primeiro tempo.

“A gente sofreu muito no início do jogo, demorou um pouco até fazer a leitura com relação ao espaço que o adversário estava nos proporcionando. A gente demorou para começar a criar uma superioridade ali dentro, e aí o Chay começou a se apresentar um pouco mais para o jogo. A equipe cresceu”. 

Após admitir o primeiro tempo ruim, Chamusca afirmou que, após a conversa que teve junto a equipe no intervalo, o Botafogo entendeu melhor o jogo e as situações apresentadas na partida e voltasse melhor para o segundo tempo.

“- Realmente eu tive que mudar e fazer a leitura do espaço que o adversário nos proporcionou. Aconteceram algumas situações táticas nesse jogo. A primeira delas: a gente subia o nosso bloco para pressionar e o Vitória não fazia a saída com os zagueiros ou volantes. Quando nossos dois volantes subiam para pressionar, eles faziam uma primeira bola no Dinei e a gente estava com muita dificuldade para ganhar a segunda bola. A partir do momento que a gente orientou os jogadores a fazer uma compactação, principalmente os volantes, mais próximos da nossa primeira linha de quatro, e o Chay começar a vir trabalhar mais próximo dos volantes, receber a bola com espaço, em vez de querer só atacar o espaço na última linha, a gente passou a ter um pouco mais de controle de jogo. O Chay passou a ser mais participativo e a gente melhorou …No segundo tempo a gente evoluiu muito. O time compactou mais, circulou mais rápido nos corredores. O Daniel Borges começou a receber a bola com uma condição melhor. Acontece também do adversário começar marcando muito forte, pressionar e depois baixar a pressão, principalmente no atleta que está com a bola. Aí, com um pouco mais de espaço, com a circulação mais rápida e o Chay mais próximo do Oyama e do Pedro Castro, a gente passou a ter um controle maior do jogo. Acho que foi isso que mudou do primeiro para o segundo tempo. Mas é muito importante a gente entender e ter a leitura tática do jogo, principalmente os jogadores que a gente dá uma certa autonomia para poder utilizar os mesmos espaços e conseguir se sobrepor ao adversário principalmente no último terço do campo, para poder criar as oportunidades e desenvolver o jogo”

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