O Botafogo entrou com uma ação na justiça em busca de rever o contrato do “Shopping Casa & Gourmet”, que pertence ao clube.

Por conta de um contrato assinado pelo ex-presidente Carlos Eduardo Pereira, o valor do espaço de 7 mil metros quadrados é de apenas R$ 25 mil mensais. Na ação movida, o clube busca reajustar esse valor para R$ 750 mil.

Caso o reajuste seja deferido, os cofres do clube receberiam um total de R$ 9 milhões ao ano. Valor maior do que hoje seria o patrocínio master.

Segundo o jornalista Lauro Jardim do jornal “O Globo”, o contrato de aluguel do shopping, feito em 1993, pelo, na época, VP administrativo Carlos Eduardo Pereira tem uma história no mínimo “enrolada”. Isso porque o dirigente havia deixado, meses antes de assinar o contrato representando o Botafogo a Pro-Mall, que é acionista da New Concept, empresa que assumiu da In-mont o empreendimento um dia após a assinatura do contrato do shopping.

Em nota, o ex-presidente do clube se pronunciou sobre o caso:

“A negociação do Botafogo para volta a General Severiano com um shopping nada tem de enrolada. O Clube não tinha dinheiro e nem crédito para construir sua sede nova sem um parceiro que explorasse seu subsolo. Havia uma ampla Comissão do Conselho Deliberativo, juntamente com o Conselho Fiscal presente em todas as negociações. Como sou Executivo da PRÓ-MALL Shoppings desde 1991, apresentei algumas empresas de alto padrão do mercado, que tivessem condições de entregar a sede ao Botafogo antes do Shopping. O clube jamais pagou comissão a quem quer que fosse. Todas as negociações e contratos foram amplamente debatidas e votadas pelos Poderes do Botafogo. As obras, se não me engano, ficaram em torno de Us$ 5 milhões. Depois de inaugurado, o shopping passou a pagar uma parte dos aluguéis fixos e outra dos variáveis. Mas a verdade é que ele nunca se consolidou, com trocas de nomes e propósitos. Este tema é apenas mais uma intriga política do qual sou vítima“, escreveu CEP”.

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