Interino nas últimas três partidas, preparador de goleiros voltará ao cargo com a chegada de argentino e tem notícias boas e ruins para o futuro comandante

tino terá pela frente um trabalho árduo que gerou a troca de três técnicos apenas em 2020. Mas você deve estar se perguntando “o que a análise tem a ver com isso?” Vamos lá.

O Botafogo da derrota para o Bahia por 1 a 0 mostrou os mesmos problemas que acometem o clube desde o início da temporada: falta de objetividade e dificuldade na criação. No domingo, o jogo morno e sonolento terminou com um resultado injusto por causa do pênalti mal marcado. Mas, ao mesmo tempo, o Bota não fez por onde para sair com a vitória.

A chance mais perigosa que teve foi num chute de Bruno Nazário no primeiro tempo que passou perto do gol de Douglas Friedrich. Mas a partida, em si, é difícil de se analisar porque o Botafogo teve oito desfalques e chegou desmontado para enfrentar os baianos. Assim, os problemas recorrentes se acentuaram e o torcedor não pôde ver chances que enchessem os olhos.

O curto elenco é uma dessas dificuldades e vai ser algo que Ramón Díaz vai ter que se acostumar. Com a janela internacional se fechando nesta segunda e o Botafogo tendo apenas mais uma troca de atletas disponível para o Campeonato Brasileiro, o clube só terá mais um reforço para a competição. Na primeira rodada do returno, Flavio Tenius lançou mão do mesmo recurso que Paulo Autuori havia tentado na estreia do Brasileirão, mas sem sucesso dessa vez: a improvisação de Guilherme Santos como ponta esquerda.


A lesão na coxa esquerda com menos de 15 minutos de partida impossibilitou qualquer possibilidade de sucesso na tática. Porém, colocar o lateral-esquerdo de origem na função mostra uma carência que o Botafogo vai levar consigo por mais 19 jogos até o fim da temporada: a carência de jogadores de qualidade pelo lado.

Apesar da dificuldade na criação e, principalmente, em furar a defesa adversária, o Botafogo que se apresenta a Ramón Díaz com o quinto pior ataque da competição tem pontos positivos. Por mais que tenha entrado na zona de rebaixamento no último domingo, a zaga passa confiança. A oitava melhor defesa ficou mais segura desde o fim do esquema de três zagueiros e a partir do momento que Marcelo Benevenuto e Kanu se consolidaram como dupla.

Este último, aliás, é o único jogador do Botafogo a atuar em todos os jogos do Campeonato Brasileiro. Com atuações consistentes, Kanu foi o melhor jogador em campo do time de Flavio Tenius e tem feito uma competição de mais destaque do que o companheiro de zaga.

É incerto dizer quanto tempo vai demorar para que Ramón Díaz consiga deixar o Botafogo com a cara que deseja. Mas a chegada do argentino foi no momento em que ele mais terá tempo para treinar a equipe desde a retomada do futebol por causa da pandemia. Com a missão de deixar a zona de rebaixamento o mais cedo possível, o Botafogo concentrará todos os esforços no Campeonato Brasileiro e a chance de ver os resultados em campo o quanto antes é maior do que se tivesse que dividir as atenções com a Copa do Brasil.

Um exemplo disso é quando o Botafogo volta a campo. Por causa das eleições municipais no domingo, o clube recebe o Red Bull Bragantino só na próxima segunda-feira, às 20h (de Brasília), no Nilton Santos, pela 21ª rodada do Campeonato Brasileiro. O primeiro passo da nova caminhada alvinegra começa nesta segunda. A conferir como correrá a história de “Don” Ramón.

Fonte: GE